É assim, assim que começa. De um devaneio, uma ideia, uma ideologia. Nascemos, criamos consciência e assumimos um ponto, uma perspectiva. Nossa visão é nossa, só nossa, ninguém jamais verá pelo nosso ângulo. E por mais que queiramos, nunca enxergaremos pelo ângulo de outra pessoa também. Aceitamos um desafio chamado vida, desafio nada, designo, ou vivemos, ou existimos, e não há como querer apenas existir quando se possui alma e espírito. Sorrimos, choramos, aprendemos, nos apaixonamos, apostamos tudo, recuamos, respiramos, perdemos o fôlego. Perdemos o folêgo por muitas vezes, seja de gargalhar num domingo de manhã, ou chorar solitariamente colado no travesseiro quarta a noite.
Somos um meio. Onde não nos lembramos do começo, e vagamente sabemos sobre o final. A surpresa é o que nos move, a incerteza o que nos guia, e existe algo melhor do que isso? Se tudo fosse certo, fosse declarado, a monotonia reinaria e mal teríamos o tal do desejo de viver.
O difícil é lidar com a impermanência. Saber que somos livres pra mudar e escolher é maravilhoso, mas saber que o relógio não pára para más escolhas é aterrorizante. Movemos o mundo, e somos movidos por ele, todos os dias, através de escolhas e atitudes. Conhecemos coisas novas e mudamos de opinião, jogamos o jogo da vida com todas as peças que nos são concedidas, mas só as nossas peças não são o suficiente. Queremos mais, queremos tempo, cores, amores, descobertas, experiências, palavras, gente ao lado e felicidade. E pra isso é imprescindível nossa coragem, a vontade de dar a cara a tapa sem se preocupar com as consequências - com o depois, querer sair do cômodo, do viável e ir atrás do abstrato, do inconcebível. Dominar ao invés de ser dominado, esquecer da vergonha, do conceitual, do pudor, e se entregar ao gosto do perigo, do difícil, do desejável. Ter jogo de cintura pra cair fora quando preciso, mas pra aguentar o tranco quando for necessário.
E em tantas voltas, novos ciclos iniciam e outros se encerram, pessoas aparecem e outras se vão, e a gente aprende que nada é perpétuo, que não existe laço eterno. Que, como nós, os outros estão sempre mudando também. Que cada pessoa que passa nos acrescenta e nos subtrai muitas coisas. Que cada sorriso conquistado vale muito mais que qualquer importante tesouro. Que precisamos parar de correr atrás ou fazermos correrem atrás de nós e simplesmente caminhar lado a lado. Que a única coisa que podemos realmente carregar é a nossa consciência, e que a energia que nos compõe não é diferente da que compõe o outro e no final somos parte de um mesmo todo. Um todo sem fim.
LittleSun.
quarta-feira, 14 de março de 2012
Uma vontade me possuiu ao passar em frente a uma cafeteria. Lembrei – me das fotos observadas na internet daqueles lindos copos com uma substância negra dentro. Adentrei aquele local e sentei em uma das cadeiras em volta de uma mesa redonda e consultei o cardápio. Existia uma variedade enorme de modos e tipo de café. Rapidamente a dúvida de qual escolher surgiu. Qual deveria escolher? Qual agradaria meu enjoado gosto? Comecei a olhar a minha volta, no intuito de encontrar a resposta para minha dúvida. A minha frente havia uma roda de jovens. Eles gargalhavam cada um com um copo grande em sua mão, falavam blasfêmias e isto, acabou por me fazer sentir algo um tanto peculiar que a muito eu não sentia. Logo fiquei com raiva de tal alegria compartilhada daquele grupo de jovens bonitos de risos tão brancos como mármore. Recuei meu olhar sobre meu ombro esquerdo, havia um casal que também sorria, cada um com seu copo na mão e seus braços entrelaçados fazendo um brinde. Perguntei-me o porquê do brinde, seria aniversário de namoro? Algum plano que deu certo? Enfim, eles sorriam assim como os jovens, até tanto quanto. Olhei para meu lado direito onde havia um cara sério lendo um jornal enquanto tomava seu café. Embora não demonstrasse, um esboço de sorriso transparecia em sua face toda vez que engolia do conteúdo daquele copo, deixando amostra um par de covinhas. O garçom então apareceu e perguntou – me o que gostaria, respondi automaticamente: “O que todos estão bebendo”, pois todos sorriam me trazendo certo remorso por não saber apreciar as coisas simples. Mais rápido do que havia me atendido, o garçom trouxe meu pedido, agradeci e logo fui examinar o que havia de tão especial dentro daquele copo que todos adoravam. Assim que abri a tampa um bafo quente soprou em meu rosto e um odor invadiu minhas narinas, era diferente, mas não deixava de ser bom. O líquido contido era negro e formava um pouco de espuma. Nada demais. Experimentei um pouco e logo recuei o copo. Nunca me agradou o gosto atípico do café, e este, assim como os demais tinha gosto igual, só grãos moídos com água. Paguei ao garçom pelo o serviço e produto, tampei o copo e saindo da loja me questionei o que faria com este café agora? Mas, o meu maior questionamento era outro, não sei se estou sendo preconceituosa apenas pelo o fato de não apreciar café, mas porque de tantos sorrisos por tomar isto? Porque todas aquelas pessoas se sentiam tão satisfeitas por algo que você mesmo pode preparar em casa com a mesma eficiência? Será apenas porque está num copo bonito com uma logomarca que dá a loja um lucro exagerado? Será apenas por estética? Se for, entristeço – me pela a raça humana por visar tanto algo que em um apocalipse zumbi não valeria nada. Marca, capital, espero que não seja realmente isso, não podemos ter regredido tanto. Ao passar a esquina, ainda me perguntando o que eu faria com o café que eu carregava. Avistei um mendigo singelo, não pedia, não obrigava e muito menos ficava induzindo as pessoas a depositarem moedas na tigela a sua frente, apenas esperava que a compaixão atingisse o coração daqueles que por lá passavam. Eu o olhei, e assim que meu olhar o atingiu ele virou o rosto em minha direção e vi no seu olhar piedade, compaixão, como se ele sentisse pena por mim ao invés do contrário. De repente, não senti dúvida do que eu deveria fazer. O copo entre minhas mãos foi parar entre as mãos daquele senhor morador de rua. Após nossas trocas de olhares surpresos, ele me olhou fundo nos olhos e neste instante senti o que aquelas pessoas sorridentes deveriam ter deixado correr entre seu corpo em uma escala gigantesca, e carinhosamente, com a voz falhada o mendigo me disse: “Obrigado”, senti o sorriso surgir no meu rosto e lhe disse: “Não há de que”. A satisfação que senti não chegava perto da satisfação das pessoas da cafeteria, disso eu tenho certeza absoluta. O mendigo não olhou o copo e muito menos tomou o líquido pelo o canudinho, para ele o que interessava realmente foi o ato de compaixão para alimentar um estômago vazio.
Ao entrar no colegial, entramos junto na adolescência. São três anos, três anos onde tudo pode acontecer. Onde nos descobrimos e descobrimos o mundo, onde criamos laços de verdade.
Quando perguntamos para nossos parentes mais velhos sobre a adolescência, eles respondem que foi a melhor época de suas vidas, a mais divertida, a mais imprevisível, a mais memorável.
Parece mágica, mas a adolescência é realmente a época onde as coisas acontecem.
Mesmo que no geral achem que é a fase da rebeldia, a adolescência é um dos momentos mais importantes na formação de uma pessoa. É quando realmente nos tornamos receptivos a exemplos e opiniões, quando aprendemos o significado verdadeiro de vários sentimentos/emoções e principalmente da palavra hormônio, quando passamos a ter nossa própria opinião e saber o que realmente nos faz bem.
E a Escola, bem, a Escola tem um peso danado, afinal é o lugar onde passamos a maior parte do tempo (tirando quando estamos dormindo ou na internet, fato). E sinceramente, não teriam sido os mesmos três anos, não teria sido a mesma adolescência, e eu não sairia com a mesma linha de pensamento, se não tivesse estudado no Manuel Ciridião Buarque.
E se esses muros falassem, contariam tantas histórias tão distintas e tão parecidas ao mesmo tempo. Foram 3 anos quebrando a cabeça com matérias, rindo dos e com os professores, rindo dos e com os alunos, chorando, brincando, brigando, aprendendo, colando, passando (ou não) de ano. Foram 3 anos de amizades feitas, desfeitas e refeitas. De abraços, beijos, carinhos e xingamentos. E, no caso do 1º e 2º colegial, com a certeza de que mais um ano viria pela frente ( certo, pra alguns até mesmo no 3º colegial, convenhamos, rs. )
Cada pessoa que passou por mim, durante esse tempo, deixou uma marquinha, uma característica, uma saudade, e uma certeza, a de que eu nunca seria a mesma. Cada um de vocês me proporcionou uma experiencia, seja boa ou ruim, foi responsável por alguma memória que eu carregarei por toda a vida.
Os Professores
Ah, meus professores, às vezes doidos demais, às vezes insistentes demais, às vezes bravos demais, às vezes bonzinhos demais. Mas em nenhum outro colégio existem mestres como vocês. Cada um soube ensinar a sua forma, não apenas matérias, mas lições de vida.
Cada um usou da própria vida exemplo, pra tentar durante esses três anos colocar um pouco (ao menos um pouquinho) de juízo dentro de nossas cabeças. E a sua maneira, tenham certeza que não meramente conseguiram ajuizar ou ensinar, mas também marcar cada aluno, com a amizade, o carinho e principalmente o respeito que vocês sempre passaram. Foram 3 anos pegando no pé, passando quilos de trabalhos, pesquisas, caderninhos do aluno (:@) e dando bronca porque fazíamos pela metade, copiávamos ou não fazíamos mesmo. Mas no fundo, vocês, os melhores professores, fizeram de nós, melhores alunos.
Rotina
No começo alguns eram tímidos, outros mais extrovertidos, alguns se continham a rir das piadinhas dos mais engraçadinhos nos primeiros dias, outros já chegavam conversando com todo mundo. Mudar de escola, novas rotinas, novas pessoas, ora parece tudo tão diferente, outrora já está tudo tão familiar. A gente se acostuma, se habitua, se apega, e isso é inegável. Quem no começo parece estranho, após alguns minutos de conversa passa a ser colega, e depois passa a ser amigo. E a amizade cresce se baseando naquela rotina, naquela certeza de que entre segunda e sexta feira, você irá acordar cedo, enfrentar ônibus lotado, às vezes morrendo de sono, mal humorado, com dor de cabeça, mas ao chegar na escola, terão duas, três, ou mais pessoas que te farão esquecer o sono, a dor, o mal humor em cinco minutos. Porque na cabeça do adolescente, escola é mesmo um porre, mesmo "sabendo" que o que se aprende ali tem valor e é necessário, o que salva são os amigos, são as risadas, é o que torna a matéria mais chata suportável, é o que transforma o dia de cada um, e aquilo o que passamos durante aquelas cinco primeiras horas do dia reflete em todo o resto. Nós criamos uma rotina, rotina que em nossa cabeça não tem fim. O fundamental demorou tanto pra acontecer, pra acabar, que parece que com o colegial será a mesma coisa. Mas não, são apenas três anos. E quando chegamos ao fim, ao último dia, na hora das despedidas, percebemos que não foi tão longo assim. Mas, e agora? O que fazer com a tal da rotina?
Amizade
Os laços criados não foram descartáveis, como disse, nós nos apegamos com uma facilidade imensa, criamos ligações sinceras com quem mais nos identificamos e nosso amigo cérebro acaba associando esses laços com a rotina.
E quando se perde a rotina, como ficam os amigos? É difícil levar todas as pessoas, cada um sabe o caminho que tem que trilhar na vida, e nem todo mundo segue a mesma direção. Cada um cresce, assume suas responsabilidades e às vezes na correria da vida adulta se esquece daqueles bons anos, e das adoráveis pessoas que passaram em meio a esse tempo. A gente cria novas rotinas, vai em busca dos sonhos e não consegue conciliar o novo com o de antes. Mas sempre leva no peito e na memória os momentos marcantes que nos foram proporcionados, os sorrisos sinceros, os abraços fraternais, as histórias engraçadas, as caretas, as brincadeiras. Com o tempo a memória modifica, perdemos detalhes, nos esquecemos de algumas partes, daquelas brigas sem motivo, dos dias mais tristes, mais tediosos, mas dentro do coração, o carinho que conservamos é sempre o mesmo. E é esse carinho que valida a verdadeira amizade, é a certeza de que podem passar 20 anos, se trombarmos com aquele velho amigo na rua, não exitaremos em abrir o sorriso, seguido do nome do fulano, do abraço de cumplicidade, das palavras de nostalgia. E a vida, bom, a vida segue seu rumo, mas ela nunca será malvada demais, ela sempre cruzará, através de seus encantos, os caminhos que devem ser cruzados, aqueles que vale a pena cruzar. Porque laços verdadeiros são firmes, rígidos, grossos, astutos, e não é o tempo ou a distância que vai conseguir quebrar o que um dia foi construído com esforços. A saudade sim pode ser maldosa, faz crescer o nó na garganta, sufoca o peito, enche os olhos de lágrima. Mas essa também é vencida com facilidade pelos laços verdadeiros.
Então meus amigos, meus raros amigos, não se deixem abalar pela incerteza do futuro, pela separação, isso é tudo momentâneo, nós vivemos presos no futuro, o nosso presente é sempre mais parte futuro que passado. O que está guardado pra cada um de nós sempre conterá obstáculos, separações, tristezas. Mas, que valor daríamos a alegria, se não houvesse tristeza, que valor daríamos a vitória sem o obstáculo, e principalmente, que valor daríamos aos amigos, se não soubéssemos o quão duro é não tê-los por perto todo o tempo? A frequência de vê-los vai realmente diminuir, mas bons amigos sempre arrumam tempo uns pros outros. E mesmo quando a vida estiver louca, e não tivermos tempo nem de respirar, a amizade sobreviverá, porque é isso o que ela significa, mesmo com a miscelânea de impedimentos, distância, falta de tempo, problemas, nós sabemos que em algum lugar do mundo existe alguém com quem podemos contar.
Acima de tudo, não esqueçam que foram vocês que marcaram os melhores dias da minha vida.
Pra fechar, o vídeo, feito pela Maíra Fernandes, que expressa acima de qualquer palavra tudo o que eu sinto, tudo o que cada um de nós sente, e que me faz chorar a cada vez que o assisto.
Ainda lembro muito bem de como foi contra todos os meus princípios permitir que você chegasse até onde chegou hoje. Me senti estranha, perturbada, era como se eu fosse outra pessoa, pois eu sentia que eu devia ter feito exatamente o que eu fiz e em nenhum momento tive medo, ânsia de perder o que quer que fosse, eu me sentia bem e agora me sinto melhor ainda. Hoje, enquanto recolho estes pensamentos soltos, vejo que nunca existiu outro caminho. Se foi destino ou não, agradeço por ter trilhado esta linda trilha. Agradeço por poder me sentir segura o suficiente e ter me permitido seguir adiante. Mesmo com meu velho dicionário aqui do meu lado, não consigo achar palavras que realmente expressem o que sinto e novamente me sinto estranha com tal ingenuidade, nunca foi de meu perfil ficar assim sem palavras, ainda mais só por lembrar de certas memórias...gestos...sons...cheiros...veias...me sinto até boba sorrindo enquanto escrevo. Uma das coisas que mais me fascinei de todas essas sensações, lembranças, confusão de pensamentos, foi notar um dos meus mais belos acertos, não haver autorizado ninguém antes a ultrapassar esta "muralha da China" em meu peito...mesmo que pareça fatídico, me orgulho desse ato, afinal o que seria de mim hoje se tivesse permitido qualquer um ter chegado ao meu coração? Eu não seria o que sou hoje, não seria eu, só seria apenas uma pobre garotinha agonizando e vendo a história de sua vida numa canção. Por esses e por outros motivos acredito que nada é por um acaso. Não sei o que você fez, olhe só estas palavras, nem parece a solitária Shinemoon que as escreveu, mas espero que sabia que estou adorando isto, adorando a adrenalina, filmes ruins, idas ao mercado, olhares e comentários alheios, inspiração aflorada...enfim, tudo isso e mais um pouco, como disse anteriormente neste mesmo post, nunca existiu outro caminho e não fico triste por isto de maneira nenhuma. E eu disse que ia falar pessoalmente a você néh??!! Então, deixa eu te dizer...
xyxy Shinemoon
domingo, 2 de outubro de 2011
Não tem como eu não pensar que meu quarto é um reflexo da minha vida, toda vez que a minha mãe manda arruma - lo.....pena que esse questionamento não a convence. Faço essa comparação pois todos os argumentos que possuo apoiam essa tese.
Tudo se encontra por todo o lado no meu quarto, roupas, livros, CDs, tudo isso porque sempre estou na correria, não posso parar no meio da semana para guardar as coisas que encontrei em tal lugar, mas nunca me perco nessa suposta "bagunça", sempre sei onde está o que preciso, e toda vez que posso, tento organizar estas coisas, principalmente quando vai vir visita em casa, na verdade, somente quando vai vir visita mesmo. E é assim também quando sinto que deixarei alguém entrar na minha vida, faço com que elas se sintam a vontade com o ambiente, arrumo meu psicológico, deixo as coisas claras e diretas, afinal a primeira impressão é forte.
Isto se adapta a mim, e pode ser que a outros que estejam na mesma situação também, mas posso afirmar que nos quartos dos sistemáticos tudo vai sempre estar sistematicamente guardado e calculado, e se algo vir a sair meio milimetro do lugar, eles já saem estressados pela a casa perguntando quem mexeu nas suas coisas. Nos quartos dos pervertidos, revistas não autorizadas para menores de idade debaixo da cama ou em algum lugar que julgam seguro. Nos quartos de gulosos, sempre algum papel de bala perdido, uma garrafa vazia num canto, cheiro de tutti frutti.....
Não sou especialista, entretanto ninguém pode negar que seus quartos refletem seu ser, seu modo de vida, afinal, é nosso refúgio de todas as horas. Louco daquele que não deixa sua marca, se isola entre quatro paredes brancas....literalmente. Porém até mesmo dessas paredes, desse nada, pode haver vida, tudo pode ser transformado. Comece uma transformação hoje, transforme o nada em TUDO.
xoxo Shinemoon
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Hoje é dia 20 de julho, dia do amigo, e eu gostaria de homenagear a todos aqueles que eu amo, estando ao meu lado todos os dias na escola, ou até mesmo estando a quilômetros de distância de mim.
A amizade não é apenas você passar um tempo com o outro, é passar todos os tempos possíveis.
A amizade não é apenas viver os melhores momentos junto a pessoa, é viver os piores também.
A amizade não se construí da noite pro dia só porque alguém foi legal com você, ela se contruí com o tempo.
A amizade não é apenas sorrisos e palavras bonitas, é também lágrimas e palavras feias, porém sinceras.
A amizade não é apenas estar ao lado da pessoa, é a pessoa poder contar com você mesmo distante.
Enfim, para ser uma amizade, é preciso ser você mesmo, pois amizade é aceitação, seus verdadeiros amigos vão te aceitar por você ser exatamente aquilo que você é.
Estas podem ser palavras modestas, mas são palavras que meu coração mandou escreva - las, pois sinto que nem todas as palavras existentes no mundo, podem resumir a felicidade que as amizades que eu possuo me trazem, obrigada a todos vocês amigos, por trazerem sentido a minha vida, obrigada a todos os amigos do mundo por existirem e levarem felicidade a vida de seus amigos. FELIZ DIA DO AMIGO A TODOS!!!!!
É dolorido pensar nas mudanças que estão acontecendo, que já aconteceram e mudaram tudo aquilo que julguei conhecer um dia. O futuro que se parecia tão distante de mim, se encontra a minha porta agora e me obriga a enxergar a realidade tão temida por minha alma. O sistema, parece que tudo se resume a ele, todo o trabalho do mundo, todas nossas alegrias fúteis materiais, tudo para sustentar aqueles que comandam. Não quero me submeter a esse ridículo, porque sei que tem mais na vida do que apenas dinheiro, mas como posso ser aquela garota sonhadora de antes com tantas obrigações nas costas, tantas cobranças do mundo, responsabilidades? Por mais que eu queira, eu não sou a única pessoa na Terra, meus atos também refletem nos meus próximos. Quando olho para que a sociedade se tornou, lembro - me da história da caixa de Pandora, a teimosia que amaldiçoou a humanidade, e cujo única salvação foi a singela esperança, mas sinceramente, sobrou mesmo esperança nacaixa do nosso mundo? Porque eu vejo pessoas matando as outras para sobreviver, pois não acreditam que as coisas possam melhorar, as caixas de Pandora delas nem mais esperança restou, nem mais na minha há. A realidade nos obriga a amadurecer e fazer coisas que nunca planejamos para nós mesmos, e tudo isso, apenas para poder viver em sintonia com o resto do mundo, ser alguém na sociedade. Não quero isso para mim, mas o que será de minha existência se não conhecer o inimigo? Como posso combate - lo se não o conheço? Então por mais que me mate, terei que fazer as escolhas certas a estas mudanças, profissão bem vista, melhor faculdade, mas de uma coisa eu sei, não estou desistindo daqueles sonhos loucos que sempre tive, só que preciso encarar este mundo como meu mundo pelo menos uma vez na vida.